Posts by "helga"

Compilação inacabada de Nomes curiosos, ∞ D ∞

 Salve!

Esta é a quarta de uma série de postagens em Extra!, dedicadas a desenterrar alguns nomes encontrados no Garimpo. Navegue pela página principal – Nomes curiosos de A a Z, ou use a barra de navegação no menu lateral.

Mas primeiro, inicio com este

∞ Aviso aos navegantes ∞

Eu, tu, eles jamais pretendeu ofender. É possível que um nome que pertença a algum ente muito querido de algum leitor tenha-me parecido divertido por um ou outro motivo. Alguns nomes são descritos com uma pitada de bom-humor, outros com alguma dose de estupefação que a nada se deve, senão à minha ignorância : )

Por favor, respirem, relaxem e relevem!

~ Grata pela compreensão

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Para ∞ C ∞ ⇑

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D

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∞ D ∞

∞ Dalziza ∞
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Alguém já conhecia? Dalziza foi batizada em Porto Alegre, 1882.

∞ Damazio ∞
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Eu preciso confessar meu sexismo, se Damázia parece perfeitamente natural enquanto Damázio, não. Com ou sem sexismo, ambas as variações andam em desuso.
Porto Alegre, 1876.

∞ Davina ∞
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São Borja, 1872

∞ Deoclécio ∞
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Não lembro de ter visto muitos Deoclécios no século passado, mas pelos meados até o fim do século XIX, tinha vários. Porto Alegre, 1861

∞ Desila ∞
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São Borja, 1872.

∞ Diamantina ∞
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Além de ser nome de menina, Diamantina é nome também de uma cidade histórica e uma famosa formação rochosa no Brasil. Porto Alegre, 1912.

∞ Dinarte ∞
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Finalmente, um nome para rimar com Duarte. Em Porto Alegre, é nome de rua. Porto Alegre, 1914.

∞ Dinore ∞
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Ainda mais incomum que Dinorá. Porto Alegre, 1913.

∞ Dolores ∞
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Um nome tão lindo, que quase não se vê. Porto Alegre, 1874

∞ Domitila ∞
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Nome bonito e incomum que ficou muito marcado por Domitila de Castro,
a Marquesa de Santos. Porto Alegre, 1877.

∞ Donaire ∞
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Um nome gracioso: Donaire! São Borja, 1873.

∞ Donatilia ∞
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Realmente curioso, Donatilia! Porto Alegre, 1910.

∞ Dorothéa ∞
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Ou Dorotéia, Duruthea, e assim vai. Nome que sempre existiu e do qual sempre se viu pouco. Foi portadora deste nome uma tetravó minha, e, na versão em inglês, a personagem dona dos sapatos mais preciosos do universo (para aqueles que, como eu, sonham com o advento do teletransporte para casa). Porto Alegre, 1863.

Ruby Slippers - os sapatos da Dorothy. Click! Click! Click!

Ruby Slippers – os sapatos da Dorothy. Click! Click! Click!

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E para encerrar, um

∞ Segundo aviso aos navegantes ∞

As compilações estão em constante crescimento e sujeitas a alterações sem aviso prévio.

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monogramas

 

Att,

helga~Helga.

O Rapé em Minha Vida de Menina

Salve!

Em alguma dessas situações em que buscava referências para escrever uma biografia, li alguns trechos do livro do livro de Luís Cláudio Pereira Symanski, “Espaço privado e vida material em Porto Alegre no século XIX”. Chamou minha atenção, e guardei para mais tarde compartilhar por aqui, este trecho do livro “Minha Vida de Menina”, que foi o diário de Alice Dayrell Caldeira Brant (sob pseudônimo Helena Morley), retratando a vida em Diamantina, no fim do século XIX. O trecho revela a prática e função social do rapé:

«
Há na família um vício de todos e eu também gosto, e estou aflita pra crescer e tomá-lo, apesar de meu pai dizer que é feio. É o rapé. Quando estou endefluxada com o nariz entupido e mamãe me dá uma pitada, eu gosto muito. Acho também bonito uma pessoa encontrar com outra, abrir a caixa de rapé e oferecer uma pitada. Na minha família só a Dindinha e o tio Geraldo têm caixa de rapé, de ouro. A de tio Conrado é de prata. A dos outros é de uma coisa preta parecendo chifre. Já notei que Dindinha não perde ocasião de oferecer uma pitada aos outros só para mostrar a caixa de ouro e por isso quase a perdeu ontem na bênção do Santíssimo.»

 ~Helena Morley, Minha VIda de Menina

Há alguns exemplos lindíssimos de caixas de rapé do século XIX:

 

E para os que acharam estranho o uso do rapé, que é fumo em pó, para fins terapêuticos, encerro com este anúncio de um potente produto medicinal, no comércio já no século XX:

A Federação, Porto Alegre, 1910.

Curava todos os problemas respiratórios e estava à venda em todas as Pharmácias: Pó de Alcatrão. (Também há quem diga que vinho cura tudo, incluso o alcoolismo.) A Federação, Porto Alegre, 1910. Hemeroteca Digital Brasileira.

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Hapci-fr

Animação divertida de 1894, do laboratório de Thomas Edison: “Em um cinetoscópio de Fred Ott inalando rapé e espirrando.”

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Snuff box

Caixa de rapé com decoração de madrepérola. Feito na Alemanha, no século XIX. Acervo do MetMuseum.org. Vale a pena ver a imagem ampliada.

Att,

helga~Helga.

Compilação inacabada de Nomes curiosos, ∞ C ∞

Salve!

Esta é a terceira de uma série de postagens em Extra!, dedicadas a desenterrar alguns nomes encontrados no Garimpo. Navegue pela página principal – Nomes curiosos de A a Z, ou use a barra de navegação no menu lateral.

Mas primeiro, inicio com este

∞ Aviso aos navegantes ∞

Eu, tu, eles jamais pretendeu ofender. É possível que um nome que pertença a algum ente muito querido de algum leitor tenha-me parecido divertido por um ou outro motivo. Alguns nomes são descritos com uma pitada de bom-humor, outros com alguma dose de estupefação que a nada se deve, senão à minha ignorância : )

Por favor, respirem, relaxem e relevem!

~ Grata pela compreensão

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 C

∞ C ∞

∞ Cantilia ∞
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Porto Alegre, 1876.

∞ Capitolina ∞
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Porto Alegre, 1875. Nome imortalizado por Machado de Assis, na obra Dom Casmurro. Quem leu, não esquece o nome de Capitu – por inteiro, Capitolina – e os famosos olhos de ressaca.

Capa de Dom Casmurro, Editora Dom Quixote. Encontrada em Aquele Cheio de Livro Novo...

A Capitu misteriosa. Detalhe da capa de Dom Casmurro, Editora Dom Quixote. Encontrada em Aquele Cheiro de Livro Novo…

 

∞ Carmelino ∞
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Não apenas um, mas dois Carmelinos batizados em Porto Alegre, em 1914. Moda?

∞ Carmelita ∞
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Porto Alegre, 1912.

∞ Carmilinda ∞
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Porto Alegre, 1874.

∞ Castorina ∞
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Forma feminina de Castor (acho). Porto Alegre, 1877.

∞ Celanira ∞
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São Borja, 1878.

∞ Censata ∞
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Nome para moças ajuizadas. Porto Alegre, 1875.

∞ Clarimundo ∞
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Porto Alegre, 1874.

∞ Colomba ∞
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Alguém consegue deixar de pensar no bolo? Porto Alegre, 1882.

∞ Cosmo ∞
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A versão Cosme é bem mais comum, talvez pela grafia que se diferencia da palavra Cosmo. Casou em Porto Alegre, 1896. Combinaria bem com Universina (vide U).

∞ Crescêncio ∞
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São Borja, 1873.

∞ Cristóvão-Colombo ∞
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Não devemos deixar os grandes feitos da história intimidarem nossas escolhas de nome, jamais! Porto Alegre, 1913.

∞ Cyriaco ∞
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Porto Alegre, 1882.

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E para encerrar, um

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As compilações estão em constante crescimento e sujeitas a alterações sem aviso prévio.

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monogramas

 

Att,

helga~Helga.

Eu sei o que vocês fizeram no século retrasado

Salve!

Quantas vezes ouvi falar dos antepassados de alguém de uma forma idealizada e completamente positiva – afinal, morreu, virou santo…! Eu suspiro.

~ “Mas… E se meu tataravô foi um canalha?” ~

Com mais freqüência do que gostaríamos, nós – os que preferem estudar a fundo a trajetória de cada antepassado, ao invés de simplesmente colecionar nomes e datas – nos deparamos com realidades desagradáveis do passado. Ao pesquisar em antigos jornais e arquivos, estamos nos sujeitando a encontrar algumas verdades que desmentem as fábulas de família e nos desafiam a incorporar os piores momentos de nossos ancestrais na nossa psique, na percepcão de nossa história individual e de nossa identidade construída através das gerações.

O que fazer quando desenterramos tabus que atravessaram gerações – e somos nós os únicos vivos para digeri-los? Assim como relutamos em aceitar nossas próprias falhas, vivemos numa realidade social em que as aparências contam muito, e podemos nos sentir diminuídos pelos nossos lapsos aos olhos da sociedade. O mesmo sentimento pode ocorrer em relação às falhas de nossos antepassados. Pode acontecer com qualquer um – e aliás, é provável que aconteça – de encontrar os fantasmas das desavenças em família, de dificuldades financeiras, filhos ilegítimos, casamentos involuntários, crimes, rejeições, vícios, violência. Alguns comportamentos, que eram perfeitamente aceitáveis, e talvez até desejáveis há algum tempo atrás podem ser hoje motivo de constrangimento.

E então, confrontados com as mazelas de nossos predecessores, vamos julgá-los e condená-los, mesmo sem nunca tê-los conhecido? Vamos tentar repreendê-los, mesmo que postumamente, sem nunca tentar compreender as circunstâncias, sem nunca tentar o exercício dificílimo de nos colocarmos no lugar de alguém que viveu em outra realidade e outro momento histórico, há décadas ou centenas de anos?

Pessoalmente, acho que não. Porque renegar a existência de um ancestral pouco nos ajuda, se no processo essa negação acaba por nos privar da conexão com os seus feitos positivos, que podem ser fonte de inspiração e fortalecimento. E varrer o que nos desagrada para baixo do tapete nos priva de aprender com os erros de nossos antepassados. Erros que, aliás, não precisamos repetir. Somos todos imperfeitos – e todos temos traços de comportamento de seriam considerados reprováveis para outros de nossos familiares, que nos olham ou olhariam de outra perspectiva, diferente da nossa.

Nada pode mudar o passado. Mas compreender que existem mil tons de cinza entre o preto e o branco, e que todos temos nossos piores e melhores momentos, está a nosso favor para tratar nossas feridas – sejam os vestígios de dores antigas que herdamos, sejam as feridas abertas por nós mesmos.

Alguém já ouviu aquele ditado:

♣ “Acontece nas melhores famílias” ?

Pois é. ♣

Para pensar positivo, vale também ler:

♦ As vidas ♦

Elementar, meu caro Watson.

Elementar, meu caro Watson. Via Derek Winnert

Att,

helga

~Helga.

Compilação inacabada de Nomes curiosos, ∞ B ∞

Salve!

Esta é a segunda de uma série de postagens em Extra!, dedicadas a desenterrar alguns nomes encontrados no Garimpo. Navegue pela página principal – Nomes curiosos de A a Z, ou use a barra de navegação no menu lateral.

Mas primeiro, inicio com este

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Eu, tu, eles jamais pretendeu ofender. É possível que um nome que pertença a algum ente muito querido de algum leitor tenha-me parecido divertido por um ou outro motivo. Alguns nomes são descritos com uma pitada de bom-humor, outros com alguma dose de estupefação que a nada se deve, senão à minha ignorância : )

Por favor, respirem, relaxem e relevem!

~ Grata pela compreensão

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monogramas

∞ B ∞

∞ Balbino ∞
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Bem mais comum na versão feminina, Balbina. Porto Alegre, 1869.

∞ Baldoino ∞
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Casou em Porto Alegre, 1894.

∞ Baldomero ∞
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Baldomero. Porque não? São Borja, 1873.

∞ Balthazar ∞
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Nome curioso e forte, Balthazar. No exemplo acima, o portador do nome faleceu em Porto Alegre, 1812, de “moléstia interior”, infelizmente, com apenas dois anos.

∞ Belarmina ∞
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Porto Alegre, 1914.

∞ Belarminda ∞
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Porto Alegre, 1861.

∞ Belchior ∞
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Belchior nem é um nome que chame tanta atenção assim, a não ser porque lembra o nome de um mítico cantor brasileiro, e esta lendária loja de “que comprava e vendia de tudo” em Porto Alegre:

Foto: arquivo pessoal de Jorge Leão / Almanaque Gaúcho

Foto: arquivo pessoal de Jorge Leão /  Publicada no Almanaque Gaúcho

Segundo a matéria que descreve Ao Belchior, “Mercador de objetos velhos e usados, diz o verbete do Dicionário Aurélio para definir essa palavra.” Gosto que o –ch- resiste bravamente, mesmo sendo pronunciado como –qu-.

∞ Belizário ∞
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Belizário é, certamente, um nome curioso. Casou com Abrilina em Porto Alegre, 1897.

∞ Belmira ∞
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Nome que que tem um certo ar de século retrasado, e que poderia muito bem ressurgir. A versão masculina é nome de um famoso bairro de Santos. Porto Alegre, 1847.

∞ Belmonte ∞
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Muito mais visto como sobrenome do que nome de batismo, aí esta Belmonte, casando-se em Porto Alegre, 1910.

∞ Bertholda ∞
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São Borja, 1872.

∞ Bertholina ∞
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São Borja, 1872.

∞ Boaventura ∞
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Nome curioso, simpático e bem-aventurado. Batismo em Porto Alegre, 1871.

∞ Brasilino ∞
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Porto Alegre, 1914

∞ Brazilia ∞
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Nome bonito e curioso que foi seqüestrado por uma cidade e um carro popular. A Brazilia deste registro de batismo veio muito antes dessas modernidades, em 1913, Porto Alegre.

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E para encerrar, um

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Att,

helga~Helga.