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Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho

Salve!

“O conjunto de casas do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho foi restaurado pela Prefeitura. São duas construções residenciais do final do século 19, sedes de uma antiga chácara, no eixo a partir do qual se formou o Bairro Partenon.”

Assim são descritos os casarões que formam as instalações do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho (AHPAMV) na página da Secretaria Municipal de Cultura. Como visitei o arquivo há algumas semanas atrás, posso dizer que os casarões são um surpreendente oásis de tranqüilidade na agitada avenida Bento Gonçalves. Além do acervo rico e extenso – que não ainda não pude explorar a fundo – o Arquivo conta com funcionários interessados, informados e prestimosos. E freqüentadores simpáticos, prontos para trocar informações sobre seus assuntos de interesse : )

O Moysés Vellinho armazena um milhão e meio de documentos da admnistração de Porto Alegre desde 1764, dentre os quais os Livros de Impostos (1893-1934) podem ser de especial interesse para quem busca se aprofundar nas buscas de genealogia. Os impostos eram coletados e organizados de diferentes formas, como por exemplo, ordenados por profissões ou por endereços. Há também registros de impostos coletados para atividades específicas, como por exemplo, construtores e trabalhadores ambulantes. Sobre algum antepassado, especificamente, seria possível descobrir a profissão através do endereço, ou o endereço através da profissão, e o valor da renda semestral sobre o qual incidiam impostos.

Registro de coleta de impostos na Rua dos Andradas

Registro de coleta de impostos na Rua dos Andradas. Foto: AHPAMV

O Moyses Vellinho segue coletando e organizando mais fontes de pesquisa primária, e merece uma visita com bastante tempo para folhear aqueles livros tão bem mantidos. As novas fontes de pesquisa costumam ser anunciadas no blog do Arquivo: AHPOA.blogspot.

♥ Voltarei! ♥

 

Moyses Vellinho.

Os casarões do Arquivo Histórico Moyses Vellinho.Imagem: PMPA

Att,

helga~Helga.

Colorização de uma foto de família, 1929

Salve!

Caixas de fotografias antigas sempre guardam algum tesouro. Foi somente em 2012 – e portanto, já bem grandinha – que pude descobrir a maravilhosa foto abaixo, enviada pelo meu saudoso pai. O verso da foto é tão precioso quanto, com um recadinho – ligeiramente insinuante, eu diria – para o namorado da terceira moça da esquerda para a direita, que era também o futuro marido, e foi também o meu avô super querido.

♥ Minha avó pronta para o Carnaval, em 1929 ♥
Erna(1929)

Endiabradas: as meninas formaram um mini bloco com o artifício simples de usar o mesmo acessório na cabeça. À primeiro vista alguém poderia se perguntar porque a estrela está sempre torta…? Mas com mais atenção, se percebe que as estrelas estão, na verdade, todas apontando para baixo – e, no ocultismo, este é um símbolo do submundo. As moças eram de família, mas afinal, era Carnaval! Foto: Irmãs Nilles e amigas, Porto Alegre, 1929 / Arquivo pessoal da Helga.

Achei que uma foto tão interessante merecia ser colorida. O difícil é livrar o pensamento deste tipo de imagem:

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A combinação de preto e metálico é super batida em se tratando do estereótipo de traje festivo feminino nos anos 20. Só faltaram uma piteira e um comprido colar de pérolas… vocês sabem do que estou falando! Encontrado em NotOnTheHighStreet.com.

 

Mas isso seria um passo em falso, é claro. A década de 20,* também chamada de “anos loucos”, foi um período de relativa paz e prosperidade, na primeira fase do entreguerras e anterior à Grande Depressão. As fotos eram, sim, em preto e branco, mas os exemplos sobreviventes de vestidos e a imprensa da época mostram que ela foi (ou pelo menos, em sua encarnação mais luxuosa, pretendeu ser) bastante colorida:

 

 

Então chegamos aos finalmente: hora de dar cor ao momento eternizado no Carnaval portoalegrense de 1929. Talvez fosse tudo bem mais sóbrio do que na minha imaginação, mas preferi apostar num conjunto de cores sortidas e um fundo vibrante como o espírito da época. Recomendo que deixem que os olhos passeiem um pouco pela imagem, levados pelos olhos serenos e as ondas revoltas dos cabelos dessas quatro moças.

 

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As meninas no baile de Carnaval: ao centro, Irene Nilles e Erna Nilles; nos cantos esquerdo e direito, duas moças cujas identidades ainda não descobri. Foto: Irmãs Nilles e amigas, Porto Alegre, 1929 / Arquivo pessoal da Helga. Colorizada por Helga.

As cores dos cabelos e dos olhos, aliás, vieram das memórias de uma sobrinha das irmãs Nilles, que são as moças do meio. Sobre as quatro irmãs (sendo que as duas primeiras não estão na foto), filhas de Theodoro Nilles e Henriqueta Eilert, ela disse:

“A minha tia Irma, que era a tia mais velha, ela tinha os olhos azuis, e o cabelo castanho escuro. Depois vinha a minha mãe, com o cabelo e os olhos escuros. A minha mãe foi a única que teve os olhos escuros. Vocês vão ver nas fotografias. A Wilma era minha mãe, a segunda. Aí vinha a tia Erna. Olho azul e o cabelo puxando mais para o loiro. E a tia Irene que era mais moça que tinha os olhos cor de violeta e os cabelos cor de fogo. Era a única diferente, a minha tia mais moça.”

∞ ♥ ∞

E então ao reler este trecho da transcrição desta entrevista de 2012, me deu um estalo: eu olhei mais uma vez para os cabelos da Irene. Cabelos vermelhos teriam parecido muito mais escuros do que eram em uma foto p&b daquela época. Isso se deveria à película ortocromática da fotografia, assim descrita na Wikipedia (livremente traduzido por mim):

A película ortocromática provou-se problemática para o cinema, fazendo céus rosados parecerem nebulosos, cabelos loiros parecerem apagados, olhos azuis praticamente brancos, e lábios vermelhos praticamente pretos.

Este tipo de película foi amplamente utilizado até 1926 e sua produção só foi interrompida pela Kodak em 1930. Porto Alegre não estava exatamente no epicentro das novas tendências e é bem provável que ali, em 1929, uma fotografia corriqueira ainda não dispusesse da película pancromática, cuja fidelidade de representação das cores teria sido maior.

Olhei mais uma vez para a fotografia orginal. Olhei bem para as duas figuras centrais, com os olhos parecendo muito claros, os cabelos cor de fogo da Irene parecendo escuros, e as roupas escuras parecendo ser feitas do mesmo tecido e, com simplicidade, feitas em casa, talvez especialmente para a ocasião. E me ocorreu que, talvez, essas meninas endiabradas quiseram combinar também as cores dos vestidos. E elas escolheram, eu sei, vestir encarnado.

 Foto: Irmãs Nilles e amigas, Porto Alegre, 1929 / Arquivo pessoal da Helga.

Foto: Irmãs Nilles e amigas, Porto Alegre, 1929 / Arquivo pessoal da Helga. Colorizada por Helga.

E assim, me dei por satisfeita.

Att,

helga~Helga.

∞ ♥ ∞

*Nota: Eu nasci no século XX e por isso chamo a década entre 1920 e 1929 apenas de “anos 20”. Mas é claro que em cinco anos estaremos na década de 20 do século XXI. Já posso ouvir minha filhinha de dois anos dizendo: “Eu cresci nos anos 20!”. E eu no século XX…! Quando ainda usávamos algarismos romanos.


∞ ♥ ∞

Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul

Salve!

Para quem se aprofunda na pesquisa de seus antepassados, às vezes faz falta um mapa de onde e de quando viviam.

Rua Riachuelo, 1317: O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Rua Riachuelo, 1317: O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Foto: do celular da Helga.

 

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul guarda um bom acervo cartográfico de todo o Estado, como se pode ver (em baixa resolução) aqui. O IHGRGS tem à disposição do público o mesmo material em alta resolução, além de uma coleção de mapas de Porto Alegre e mais outras publicações, ao custo de R$ 10,00 para cada CD. Há também, além da Mapoteca, a Hemeroteca e a Fototeca, mas ao que parece boa parte destes acervos estão ainda sendo organizados, catalogados, indexados e etc, para futura disponibilização para pesquisa.

 

♥ Mapas Antigos e Bonitos ♥

Att,

helga~Helga.

 

Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre

Salve!

Em visita à minha querida Porto Alegre, tive oportunidade de ler e fotografar alguns processos de habilitação de casamento, arquivados e disponíveis para pesquisa no Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre – AHCMPA.

 

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Rua Espírito Santo, 95: A Cúria Metropolitana de Porto Alegre. O Arquivo Histórico fica na primeira porta de vidro à direita, depois da cancela. Direto do celular da Helga.

Seu acervo é composto de vários fundos, dos quais um dos mais úteis para a pesquisa genealógica é a série de Autos Matrimoniais. A Arquivista e Historiógrafa responsável, Vanessa Gomes de Campos, descreve AQUI as informações contidas neste tipo de registro, além de disponibilizar um arquivo excel listando os processos disponíveis para consulta.

A consulta deve ser solicitada com antecedência através do email arquivo@arquipoa.com .

♥ Vale a pena! ♥

 

Att,

helga~Helga.

 

Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul

Salve!

Quem busca conhecer a história de seus antepassados no Rio Grande do Sul tem no Arquivo Público do Estado uma excelente ferramenta de pesquisa.

Saiba tudo: APERS – Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul

Através do sistema de busca – conhecido como Balcão Virtual – o público pode encontrar arquivos referentes a pessoas físicas ou jurídicas, tais como inventários, documentos de registro civil, processos criminais, habilitações de casamento, divórcios, falências, cartas de alforria e muitos outros com os quais conta este riquíssimo acervo.

 

^ Acima: alguns dos processos que tive a prazer de ler e fotografar **sempre sem flash, gente!** na Sala de Pesquisas do Arquivo Público.

O APERS está localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, na Rua Richuelo, 1031. Funciona diariamente das 8:30 às 17 horas, atendendo a solicitações de pesquisa através do email saladepesquisa@sarh.rs.gov.br .

 

Att,

helga~Helga.

 

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Algumas das adoráveis gavetinhas de processos indexados da sala de pesquisa do Arquivo Público do Rio Grande do Sul – direto do celular da Helga.